vontade de ir ao outro extremo. cores, muitas cores. tudo muito fantástico.
cortázar + ney matogrosso + mathew barney + caio f. + tim burton
excesso. tudo pelo excesso. o silêncio no fundo do excesso.
coelhinho + fauno
licença pra ser eu sem ser sujeito. ser meio bicho, meio monstro, e até um pouco gente.
abrir no fantástico o espaço pra que o que há de mais humano apareça. aquilo que te pega pelas bolas. aquilo que não pensa.
lançado o desafio. que tal?
26 maio 2009
19 maio 2009
20 março 2009
Trocando moscas por coelhos
Uma transferência de peso em direção a toca dos coelhos para interromper a aparente inércia de uma pausa dinâmica.
Passada a temporada de Sobre Vomitar Coelhinhos, em agosto de 2008, cada um tratou de cuidar, a seu próprio modo, do efeito que os coelhinhos vomitados tiveram. Mais coelhinhos por consequencia vieram... cada um de nós levou algo do projeto para si, e assim ele se desdobrou poeticamente em quatro. Em tantos outros quanto o número de pessoas que o acolheu em alguma medida.
Falo por mim... Logo após a temporada, fechei-me no meu próprio processo de elaboração da monografia de conclusao do curso de Graduação em Dança. Se de início sua temática girava em torno do flamenco e da apropriação da educação somática para a minha prática, os coelhinhos acabaram tomando conta de meu trabalho e revelando novos caminhos, perguntas e respostas... Vomitar coelhinhos surgiu como solução poética para pensar e fazer flamenco e entender com clareza minhas vontades artísticas. Pretendo em breve expor aqui aspectos desenvolvidos em meu trabalho.
Os novos coelhinhos alimentados e criados a partir daqueles, no universo de cada um, permaneceram no silêncio da distância física. E foi só há uns poucos dias que eu e Luiza nos demos conta de que tentar recuperar o que foi mostrado em agosto do ano passado é um esforço em vão. Vomitar coelhinhos já não é mais Sobre Vomitar Coelhinhos, mas se tornou tudo isso que surgiu em nós a partir dessa vivência para a realização de uma obra; em função do que temos a oferecer uns aos outros e da maneira que escolhemos para transcrever em arte o nosso olhar sobre o mundo.
Publico este primeiro post de "abaixo às moscas e que venham os coelhos" como um convite. Que resgatemos aquilo que andamos vomitando por aí e publiquemos aqui. Que tornemos claros os desdobramentos de Sobre Vomitar Coelhinhos nos nossos trabalhos, e os destes trabalhos para a criação de um Sobre Vomitar um Coelhinho-Variação.
Passada a temporada de Sobre Vomitar Coelhinhos, em agosto de 2008, cada um tratou de cuidar, a seu próprio modo, do efeito que os coelhinhos vomitados tiveram. Mais coelhinhos por consequencia vieram... cada um de nós levou algo do projeto para si, e assim ele se desdobrou poeticamente em quatro. Em tantos outros quanto o número de pessoas que o acolheu em alguma medida.
Falo por mim... Logo após a temporada, fechei-me no meu próprio processo de elaboração da monografia de conclusao do curso de Graduação em Dança. Se de início sua temática girava em torno do flamenco e da apropriação da educação somática para a minha prática, os coelhinhos acabaram tomando conta de meu trabalho e revelando novos caminhos, perguntas e respostas... Vomitar coelhinhos surgiu como solução poética para pensar e fazer flamenco e entender com clareza minhas vontades artísticas. Pretendo em breve expor aqui aspectos desenvolvidos em meu trabalho.
Os novos coelhinhos alimentados e criados a partir daqueles, no universo de cada um, permaneceram no silêncio da distância física. E foi só há uns poucos dias que eu e Luiza nos demos conta de que tentar recuperar o que foi mostrado em agosto do ano passado é um esforço em vão. Vomitar coelhinhos já não é mais Sobre Vomitar Coelhinhos, mas se tornou tudo isso que surgiu em nós a partir dessa vivência para a realização de uma obra; em função do que temos a oferecer uns aos outros e da maneira que escolhemos para transcrever em arte o nosso olhar sobre o mundo.
Publico este primeiro post de "abaixo às moscas e que venham os coelhos" como um convite. Que resgatemos aquilo que andamos vomitando por aí e publiquemos aqui. Que tornemos claros os desdobramentos de Sobre Vomitar Coelhinhos nos nossos trabalhos, e os destes trabalhos para a criação de um Sobre Vomitar um Coelhinho-Variação.
02 novembro 2008
16 setembro 2008
15 setembro 2008
11 setembro 2008
01 setembro 2008
Ofereço ao mundo minha depressão pós-parto.
Vomitei todos os coelhinhos que encontrei pra vomitar.
Alguns, eu sei, não foram muito longe. Não caíram longe do pé.
Nem todos os coelhinhos vingam.
Por outro lado, alguns foram longe, longe. Chegaram longe, bem dentro das pessoas.
Recebi no camarim muitas pessoas desconcertadas, surpresas ou agradecidas pelos meus coelhinhos que fizeram com que elas também vomitassem os seus. Recebi notícias de coelhinhos que tiveram um tempo de gestação mais longo, acabaram por nascer longe do meu olhar.
Estas são as notícias que chegaram a mim. Outros efeitos devem ter acontecido distantes dos meus olhos e ouvidos.
E aqui estou eu, esvaziada de coelhinhos. Temporariamente, espero.
Talvez não esteja esvaziada, coelhinhos sobem pela garganta quando menos se espera.
Sensação vaga de não bastar. Coelhinhos pulando pelo mundo, causando efeitos desconhecidos, ou simplesmente passando sem deixar marcas.
E eu aqui, perdendo de vista os coelhinhos que já moraram em mim, sem nenhum controle sobre seus destinos. Cansada, desgastada, levemente esvaziada. Sensação de fim de festa.
É bonito, eu sei, saber deixar seus coelhinhos seguirem seus caminhos. Oferecê-los ao mundo sem esperar nada em troca. Espero esta tranquilidade se instalar.
Por enquanto, dia em tons de cinza.
Vomitei todos os coelhinhos que encontrei pra vomitar.
Alguns, eu sei, não foram muito longe. Não caíram longe do pé.
Nem todos os coelhinhos vingam.
Por outro lado, alguns foram longe, longe. Chegaram longe, bem dentro das pessoas.
Recebi no camarim muitas pessoas desconcertadas, surpresas ou agradecidas pelos meus coelhinhos que fizeram com que elas também vomitassem os seus. Recebi notícias de coelhinhos que tiveram um tempo de gestação mais longo, acabaram por nascer longe do meu olhar.
Estas são as notícias que chegaram a mim. Outros efeitos devem ter acontecido distantes dos meus olhos e ouvidos.
E aqui estou eu, esvaziada de coelhinhos. Temporariamente, espero.
Talvez não esteja esvaziada, coelhinhos sobem pela garganta quando menos se espera.
Sensação vaga de não bastar. Coelhinhos pulando pelo mundo, causando efeitos desconhecidos, ou simplesmente passando sem deixar marcas.
E eu aqui, perdendo de vista os coelhinhos que já moraram em mim, sem nenhum controle sobre seus destinos. Cansada, desgastada, levemente esvaziada. Sensação de fim de festa.
É bonito, eu sei, saber deixar seus coelhinhos seguirem seus caminhos. Oferecê-los ao mundo sem esperar nada em troca. Espero esta tranquilidade se instalar.
Por enquanto, dia em tons de cinza.
31 agosto 2008
parangolé
Ontem, no centro de um dos tapetes de plástico bolha
fizemos um quadrado.
coloquei na cabeça, vesti-me de plástico bolha.
um parangolé-plástico-bolha.
deve ser interessante abraçar vestida assim.
fizemos um quadrado.
coloquei na cabeça, vesti-me de plástico bolha.
um parangolé-plástico-bolha.
deve ser interessante abraçar vestida assim.
26 agosto 2008
25 agosto 2008
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